2024 International Expert Consensus on US-guided Thermal Ablation for T1N0M0 Papillary Thyroid Cancer
Consenso internacional de especialistas que padroniza indicações, técnica e seguimento da ablação no câncer papilífero inicial.
CoautorDOI ↗
Sem cortes, sem retirar a glândula e com alta no mesmo dia.
A ablação térmica por radiofrequência ou micro-ondas, guiada por ultrassom, trata o nódulo de tireoide na própria clínica, com anestesia local. Indicação criteriosa, baseada em evidência científica e na experiência de mais de 200 procedimentos.
Agendar avaliaçãoNa ablação térmica, uma agulha fina é posicionada dentro do nódulo sob visão contínua do ultrassom. A energia de radiofrequência ou de micro-ondas aquece o tecido de forma controlada, e o nódulo tratado é reabsorvido gradualmente pelo organismo nos meses seguintes.
O restante da tireoide é preservado, o que na maioria dos casos dispensa reposição hormonal. Não há incisão, internação ou anestesia geral. Por isso o método também é conhecido como radioablação ou tratamento de nódulo de tireoide sem cirurgia.
Aquecimento preciso e progressivo, ideal para nódulos próximos a estruturas delicadas do pescoço.
Zona de ablação mais rápida e ampla, útil em nódulos volumosos. A escolha entre as duas é individual.
Revisão dos exames, ultrassonografia detalhada e confirmação da natureza do nódulo por punção (PAAF) quando indicada.
Volume, localização e relação do nódulo com o nervo laríngeo, a traqueia e os vasos definem a técnica e a energia utilizadas.
Anestesia local e sedação leve, acesso trans-ístmico, técnica de moving-shot e hidrodissecção para proteger as estruturas vizinhas. Em geral dura menos de uma hora.
Observação curta e retorno às atividades habituais em geral em 24 a 48 horas.
Controles seriados para medir a redução volumétrica e a resolução dos sintomas ao longo do primeiro ano.
A ablação não substitui todas as cirurgias. É uma opção validada para situações específicas, definidas após avaliação clínica, ultrassonográfica e citológica.
Com sintomas compressivos (incômodo ao engolir, pressão) ou queixa estética, confirmado benigno na punção (Bethesda II).
Nódulo que produz hormônio em excesso e causa hipertireoidismo, como alternativa ao iodo radioativo ou à cirurgia.
Câncer papilífero de baixo risco, pequeno e sem metástases, em pacientes selecionados, conforme o consenso internacional.
Focos recorrentes no pescoço em pacientes já operados, quando uma nova cirurgia traz risco elevado.
Como cirurgião de cabeça e pescoço, realizo as duas. A comparação abaixo ajuda a entender as diferenças; a indicação final depende do seu caso.
| Ablação térmica | Cirurgia (tireoidectomia) | |
|---|---|---|
| Anestesia | Local, com sedação leve | Geral |
| Incisão | Nenhuma, apenas um ponto de punção | Incisão no pescoço ou acesso endoscópico/robótico |
| Internação | Alta no mesmo dia | Em geral, uma noite de internação |
| Retorno às atividades | 24 a 48 horas | Alguns dias a poucas semanas |
| Função da tireoide | Preservada na maioria dos casos | Pode exigir reposição hormonal, sobretudo na tireoidectomia total |
| Material para exame | Não há peça cirúrgica; depende da punção prévia | Análise completa da peça (anatomopatológico) |
| Melhor indicação | Nódulo benigno sintomático, nódulo autônomo, microcarcinoma selecionado | Nódulo suspeito ou maligno fora dos critérios, bócio muito volumoso ou mergulhante |
Números da minha prática clínica e de estudos publicados dos quais participo como autor. Resultados individuais variam, e cada indicação é discutida com o paciente.
O nódulo tratado é reabsorvido aos poucos pelo organismo, e o pescoço recupera o contorno sem nenhuma incisão.


Nódulo de tireoide com abaulamento visível no pescoço. Após a ablação, o contorno cervical voltou ao normal, sem cicatriz. Imagens publicadas com autorização da paciente e com o rosto ocultado. Resultados variam de acordo com as características de cada nódulo.
A ablação térmica é parte central da minha linha de pesquisa: do consenso internacional que define como tratar o microcarcinoma aos ensaios clínicos que comparam as técnicas no sistema público de saúde.
Estudo prospectivo no Hospital Dr. Arnaldo com 40 pacientes randomizados do SUS, financiado pelo PRONON/Ministério da Saúde (ReBEC RBR-42n5gv2). Resultados preliminares apresentados no AAO-HNSF Annual Meeting 2026, em Los Angeles.
Ensaio clínico comparando radiofrequência, micro-ondas e tireoidectomia no câncer papilífero de até 1 cm, e projeto de ablação em recidivas de carcinoma papilífero.
Consenso internacional de especialistas que padroniza indicações, técnica e seguimento da ablação no câncer papilífero inicial.
CoautorDOI ↗251 pacientes em 12 centros latino-americanos: 89,7% de desaparecimento completo e 2,4% de complicações transitórias.
CoautorDOI ↗Eficácia e segurança da radiofrequência em nódulos autônomos, como alternativa ao iodo radioativo e à cirurgia.
CoautorDOI ↗Estudo randomizado brasileiro: a radioablação custou 76% de uma tireoidectomia parcial, com menor tempo de procedimento e internação.
Autor sêniorDOI ↗Base científica da ultrassonografia com apoio de inteligência artificial utilizada na avaliação dos nódulos.
Primeiro autorDOI ↗Consulta, ultrassonografia, punção e o próprio procedimento de ablação são realizados na clínica, na Rua Itapeva, a poucos passos da Avenida Paulista. Sala dedicada, equipamentos de radiofrequência e de micro-ondas, ultrassom de alta resolução e equipe treinada para o acompanhamento do início ao fim.


Ambiente preparado para procedimentos guiados por ultrassom, com maca articulada e posicionamento cervical adequado.
Monitor de sinais vitais durante todo o procedimento e desfibrilador (DEA) disponível na sala.
Ultrassom de alta resolução com monitor espelhado, para acompanhar cada etapa da ablação.
Com sedação leve, sem necessidade de centro cirúrgico hospitalar.
Proteção do nervo da voz e das estruturas vizinhas durante o aquecimento.
Os controles de ultrassom são feitos pelo mesmo médico que tratou.
Cirurgião de cabeça e pescoço com mais de 20 anos de experiência e atuação dedicada às doenças da tireoide. Doutor em Oncologia pela Fundação Antonio Prudente (A.C.Camargo Cancer Center) e Chefe do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Dr. Arnaldo, em São Paulo.
Há oito anos incorporou a ablação térmica à prática clínica e à pesquisa, com mais de 200 procedimentos realizados. É coautor do consenso internacional que orienta o uso da ablação no câncer de tireoide inicial, participa dos estudos multicêntricos da Latin American Interventional Thyroidology Association (LAITA) e coordena ensaios clínicos com radiofrequência e micro-ondas no sistema público.
Como cirurgião, domina tanto a ablação quanto a tireoidectomia convencional, endoscópica e robótica. Isso permite indicar a ablação quando ela é a melhor opção, e não por ser a única disponível.
Conheça o site completoÉ um tratamento minimamente invasivo em que uma agulha fina, guiada por ultrassom, aplica energia de radiofrequência ou de micro-ondas dentro do nódulo. O tecido tratado é reabsorvido pelo organismo nos meses seguintes, sem corte e com preservação do restante da tireoide.
É feita com anestesia local e sedação leve. Durante a aplicação da energia pode haver sensação de calor ou desconforto irradiado para o ouvido ou a mandíbula, que cessa ao interromper o aquecimento. Depois, o desconforto costuma ser leve e controlado com analgésicos comuns.
Não há corte. A agulha deixa apenas um ponto de punção na pele, que em geral desaparece em poucos dias.
Na maioria dos casos, não. Como apenas o nódulo é tratado, a tireoide saudável continua funcionando normalmente.
A redução é progressiva. A maior parte ocorre nos primeiros 6 a 12 meses, acompanhada por ultrassons de controle. Nódulos muito volumosos podem precisar de uma segunda sessão.
A maioria dos pacientes retoma as atividades habituais em 24 a 48 horas. Exercícios intensos são liberados após alguns dias.
As duas destroem o nódulo pelo calor. A radiofrequência aquece de forma mais gradual e precisa, útil perto de estruturas delicadas; o micro-ondas forma uma zona de ablação mais rápida e ampla, útil em nódulos volumosos. A escolha é individual.
Depende do caso. A ablação é indicada para nódulos benignos sintomáticos, nódulos autônomos e casos selecionados de microcarcinoma. A cirurgia continua indicada em nódulos suspeitos ou malignos fora desses critérios, bócios muito volumosos ou mergulhantes. A decisão é feita na consulta, com base na citologia, no ultrassom e nos sintomas.
Em casos selecionados, sim. O consenso internacional de 2024, publicado na revista Radiology, orienta o uso da ablação térmica no carcinoma papilífero de baixo risco T1N0M0, especialmente nos tumores de até 1 cm, em pacientes selecionados.
Não. A indicação depende da citologia, do tamanho, da localização e dos sintomas. Em alguns casos, a cirurgia ou apenas o acompanhamento são a melhor conduta.
As complicações são pouco frequentes e, em sua maioria, transitórias, como alteração temporária da voz ou pequeno hematoma. Esses riscos são discutidos individualmente antes do procedimento.
A cobertura varia conforme o plano e o contrato. Na consulta, a equipe orienta sobre valores, possibilidade de reembolso e documentação necessária.
Traga seus exames de ultrassom e punção. Na consulta, avaliamos o nódulo e discutimos todas as opções de tratamento. Atendimento presencial e online.
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